Não dirigirás, o seu carro ou o do próximo, como um babaca.

Faz um bom tempo no Jalopnik Brasil foi postada uma matéria do Alex Lloyd, piloto inglês (sem equipe fixa, por sinal) que explicava porque carros alugados eram mais divertidos que outros. Na matéria ele explica que, com carros alugados, você não precisa se preocupar com desgaste de freios e outras coisas que você se preocuparia se o carro fosse seu. Ele ainda descreve uma competição dele com alguns jornalistas com carros alugados que acabou gerando danos consideráveis.

Entendo o que ele quis dizer. Desde que você pague o seguro para a locadora, os danos que possam ocorrer são problema da locadora. Nos anos 60, a Hertz, famosa locadora nos EUA, que havia trocado a GM pela Ford, queria um substituto para o Corvette. Se a Ford não tivesse feito a heresia de Transformar o Thunderbird em um sedã, ele seria o substituto lógico. Mas o grande Carroll Shelby sugeriu uma série especial do Mustang, que pintada de preto e com racing stripes douradas ficou conhecida como Mustang GT350H. Dizem que varias unidades eram devolvidas com pneus carecas e marcas de adesivos na lataria.

Como eu disse, entendo o que ele quis dizer, mas não concordo com ele. Para mim, se você bate o carro que está dirigindo, você não é tão bom quanto pensa. Dirigir rápido não é necessariamente igual a correr. Sei por experiência própria como é estupido você emparelhar com um carro no semáforo e dar aquela arrancada fenomenal apenas para encontrar o próximo semáforo fechado também (que, alias acaba abrindo quando o outro carro tá chegando calmamente). Para dirigir rápido deve-se conhecer os limites de ambos, do carro e os seus próprios.

Em um ambiente controlado, como uma pista, alguns excessos são necessários para andar realmente rápido. Mas as ruas, com velhinhas atravessando e motoqueiros kamikazes, não é o melhor lugar para você colocar a prova seus ímpetos de piloto. Quem não consegue entender isso não passa de um idiota com carteira de motorista. E nossas ruas ruas estão cheias deles.

Gosto muito de carros. Espero sempre poder modificar meus carros de alguma forma para melhorar seu desempenho. Mas, mesmo assim, sei que nossas ruas estão assoladas de retardados que, só porque tem um papel atestando que podem dirigir, se acham os pilotos de fuga.

Bom, é isso. Esperem por mais. Ou não.

Antes de qualquer coisa deve-se observar que na Alemanha dos anos 60 esses terno já existia sobre a forma de “tune up” que consistia ~em fazer modificações mecânicas e visuais para conseguir um melhor desempenho dos carros e não apenas pra deixa-lós mais bonitos.

Independentemente da origem, o tunning teve uma vida obscura até a saga “Velozes e Furiosos” ser lançada. Já cheguei a fazer um post sobre o ultimo filme da saga. Como mudanças mecânicas seriam menos perceptíveis pelo publico leigo, os filmes sempre destacaram as modificações visuais. Isso trazia efeitos colaterais: como você espera conseguir despistar a polícia em um carro verde-limão cheio de grafismos?!! Não dá.

Dodge Challenger SMS 570

Depois do filme todo mundo ficou com o bichinho do tunning atrás da orelha. Todo mundo queria que seu carro tivesse o visú do Eclipse ou do Skyline do Brain. Mesmo que o carro do infeliz fosse um Fusca, com os adesivos e pintura iguais ao filme o cara se sentia o mais foda do mundo.

Sinto desaponta-lós, mas quem faz isso não é o cara mais foda do mundo. É um idiota.

Antes que comecem as ameaças de morte devo dizer que também idolatrei esse tipo de modificação um dia.

O Velozes e Furiosos teve seu lado bom e seu lado ruim: o lado bom foi mostrar o tunning pro mundo, o lado ruim foi como ele mostrou o tunning pro mundo. Antes do filme já haviam revistas e simpatizantes do movimento, com a chegada do filme houve o “bum” do tunning, mas durante um bom tempo o tunning no mundo real ficou preso ao tunning das telas. As revistas de olho no novo mercado passaram a fazer cada vez mais reportagens de carros com estilo Extreme, como ficou conhecido hoje em dia as modificações visuais mais radicais (nem sempre acompanhadas de modificações mecânicas radicais) os famosos carros de exposição. Os recém descobridores do tunning davam mais valor a um Vectra com visual carregado e duvidoso baseado no filme do que a um BMW gringo com visual discreto mas com modificações extensas e funcionais. Eram raras as reportagens com carros nacionais ou gringos que seguissem os ideias originais do tunning.

carro-tuning-iluminado

Velozes e Furiosos atraiu para o lado negro do tunning aqueles que já tinham carro. Menores de idade, como esse que vos fala na época, foram atraídos pela serie Need for Speed. O foco do Need sempre foi corridas ilegais em estradas publicas, mas foi no Need Underground que a ilegalidade se juntou ao tunning e virou fere nas casas e lan houses desse país.

Need-for-Speed-Underground-2-carros

Como disse acima, deixei de me interessar por modificações visuais mais extremas (a menos, é claro, que sejam de alguma forma funcionais). Não tenho muita certeza de quando isso aconteceu, acho que foi quando estava admirando um Hyundai Tiberon que tinha a pontuação máxima em estilo no Need Underground 2 e percebi que estava uma bosta, que ele estava muito mais bonito quando tinha apenas 5 estrelas.

Acho que muitos jovens perceberam isso e isso impediu de termos as ruas invadidas por uma onda maciça de Corsas e Gols “xunnados” ao extremo. para quem acha que estou exagerando entre no Bizarrices Automotivas e veja que a situação não é das melhores.

Hoje em dia dou maior valor à carros que seguem os fundamentos do tunning. Se o carro fica com a frente leve em altas velocidades coloque spoilers e calibre a suspensão e pronto, mas não coloque um spoiler de 1 metro de comprimento e suspensão mata-formiga (nesse caso você vai desejar a morte do infeliz que criou as lombadas kkkk).

Nem sempre o que parece ficar perfeito em um Lancer Evo ou num S2000 vai ficar legal no seu Gol. Se você quer modificar o visual do seu carro uma boa ideia pode ser se basear em alguma versão esportiva de fabrica. Ex: os primeiros Lancers III que vieram para o Brasil podem ficar com o visual do Lancer Evo III, um Corcel pode ficar com o visual da versão GT. Se você não quer seguir um estilo já feito pela fabrica e você fez modificações mecânicas extensas parta para um visual discreto, criando assim um sleeper, carro que entrega muito mais que o visual supõe.

Antes de pensar em mexer no seu carro você deve pensar em como vc vai usar o carro. Se vc só ta afim de desfilar de makinaum a 20 km/h ouvindo funk e fazendo questão que até os surdos que estão na rua escutem a merda que vc ta ouvindo lota o porta-malas de som e coloca umas rodas 20” no seu Agile e já era. Já vc que vai usar o carro com frequência mas também quer um carro que possa ser rápido quando necessário primeiro analise o comportamento do carro original: velocidade em curvas, curso da suspensão, numero de voltas da direção, frenagem, acelerações, etc. e procure mudar inicialmente os aspectos que não lhe agradam no carro. Com as modificações iniciais, outras modificações serão necessárias mas lembre-se de ser cauteloso e manter o foco na proposta inicial do carro: a ideia de ter na garagem um Gol ou Palio preparado com todos os pôneis malditos possíveis e completamente aliviado é maravilhosa até vc ter que enfrentar um maldito congestionamento em alguma marginal.

E pra finalizar uma musica que traduz tudo que acabei de falar:

A criatividade humana com altos índices de cretinice

Gostaria de ter feito essa postagem antes, mas como fiquei mais de 1 mês no hospital devido a uma apendicite e infecção no fígado, não foi possível termina-lá. Mas agora estou de volta, pronto pra dar um murro na cara de quem teima em dizer o que seria o “politicamente correto” sem antes ver os dois lados da moeda.

Primeiramente, quero dizer que a mídia e algumas  vezes o governo estão sempre atrás de um “bode expiatório” para problemas complexos, como se jogando a culpa em algo especifico tornasse o problema mais simples e fácil de resolver. Quem não se lembra dos atentados nas escolas americanas, onde jovens perseguidos pelos colegas de classe e, segundo a mídia, influenciados por jogos como GTA, perderam a cabeça e resolveram se vingar de todos da pior forma possível? A partir daí, os jogos violentos passaram a ser taxados como culpados pelo aumento da violência entre jovens, não levando em consideração que esse é um problema muito mais abrangente, que envolve desde o ambiente familiar até a educação nas escolas e oportunidades de emprego. Aqui no Brasil, um certo senador Valdir Raupp criou um projeto de lei que impediria a venda de jogos que seriam considerados violentos e contra os bons costumes da sociedade onde vivemos. Pura besteira. Forçando um pouco a interpretação da lei até mesmo simuladores de corrida, como Gran Turismo, poderiam ser proibidos.

O mais novo bode expiatório do momento é o carro potente e preparado.

Após a morte de um trabalhador que teve seu carro atingido por um Camaro, deu-se inicio a varias especulações a respeito da venda e preparação de carros no Brasil.

Mas parece que ninguém consegue entender o obvio: o problema não são os carros e sim as atitudes tomadas por alguns motoristas. Até onde eu sei, as pessoas também podem morrer se forem atropeladas por um Gol ou um Corsa. Também existem imbecis que compram carros 1.0 e vivem correndo pelas ruas, com modificações nem sempre feitas da maneira correta.

O mercado de carros mais potentes e preparados tem crescido muito nos últimos tempos, as publicações especializadas também aumentaram e melhoraram. O mercado de preparação movimenta milhões todos os anos mesmo com as limitações impostas pelas leis brasileiras. As leis atuais sobre preparação automotiva, feitas em uma época que realmente não existiam oficinas especializadas e as adaptações eram feitas de maneira grosseira. Mas os tempos mudaram, temos oficinas de nível técnico internacional como ferramentas e equipamentos próprios para esses serviços, que garantem uma preparação de qualidade sem perdem o foco na segurança e na dirigibilidade.

Não estou dizendo que sou a favor de rachas, já que como a reportagem disse, o lugar certo para correr é na pista. Mas aí mora outro problema: João Pessoa não tem nenhuma pista para esses fins e o projeto para construção de uma pista particular para isso receberia resistência da CBA, que estaria de olho nos lucros para poder tirar uma lasquinha.

Leis existem para serem respeitadas, mas como já disse, as leis referentes a preparação são ultrapassadas. Não estou questionando o fato deles estarem errados por fazerem rachas em vias publicas, mas fiquei meio indignado com o tratamento que os carros receberam ao serem apreendidos: segundo a polícia os carros foram preparados em oficinas clandestinas, o que é uma grossa mentira. Uma pessoa que tem um Civic Si não entregaria ele para alguém que não soubesse exatamente o que está fazendo e o Si preto foi preparado pela Rev It Up, uma das maiores oficinas do país e especializada em Hondas.

Sempre que um carro preparado é apreendido, fala-se dessa suposta lei que limita o aumento de potencia em 10% da potencia original. Então como existem motores Fivetech com 300 cv legalizados por aí? Essa lei é outra mentira das grossas. As prisões na Paraíba foram feitas com os carros parados com a alegação  de que o fato dos carros poderem alcançar altas velocidades apresenta um risco para outros motoristas. Então a polícia devia baixar nos encontros de clubes do Marea e de outros carros pra ver se acha algum carro que não esteja legalizado, mesmo sem respeitar a suposta lei dos 10%? Se fossem apreender um carro preparado só por que ele pode chegar a velocidades muito superiores a permitida não haveria mais nenhum Marea Turbo nas ruas.

Em alguns estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, o governo abriu as portas dos seus autódromos para que donos de carros preparados, pagando um preço claro, possam desfrutar de seus carros com segurança. Essas iniciativas deveriam ser repetidas em outros estados, já que onde os motoristas podem fazer usos dos autódromos registrou-se uma queda no numero de rachas.

Para mim, ambos os lados, motoristas e governo, estão certos em alguns pontos e errados em outros. O problema do transito brasileiro começa antes mesmo da compra do carro, preparado ou não, começa no fato de que a maioria das auto-escolas apenas ensina como dirigir um carro, não ensina como andar corretamente no dia-a-dia. Um aluno recém saído da auto-escola nunca estará preparado para pegar uma marginal Tietê ou Pinheiros na hora do rush. E continua devido a irresponsabilidade em geral de motoristas. O problema em si não é andar rápido, o problema é que a maioria dos motoristas não estão preparados para andar rápido. Uma fatalidade pode acontecer com um Si a 100 km/h ou com um Uno a 140 km/h. O motorista deve saber e conhecer os limites do carro como também os limites impostos pelas condições da via, pelas leis de transito e seus próprios limites para dirigir de maneira segura.

Essa é a minha opinião. Talvez eu esteja redondamente enganado. Ou absolutamente certo. Isso vai do ponto de vista de cada um. Erros e acertos das duas partes envolvidas acarretam a situação na qual nos encontramos hoje.

 

Dando continuidade a serie iniciada pelo post sobre a letra R da Fiat, agora vou falar sobre os esportivos de uma das marcas mais tradicionais do Brasil.

O ano é 1968. O novo projeto do governo estimula a vinda de ferramental realmente novo das matrizes das fabricas instaladas no Brasil. Antes disso, nossos carros mais modernos tinham até 10 anos em seus países de origem e alguns até haviam sido descontinuados, salvo alguns importados. Na nova safra chegaram o Ford Corcel e Galaxie, Dodge Dart e Charger (diferentes dos americanos) e o Chevrolet Opala.

Em uma época que a gasolina era barata e os postos não fechavam depois das 22:00 durante a semana e nos fins de semana, carros racionais e econômicos não tinham vez em um mercado avido para provar carros vindos do hemisfério norte. Baseado no Opel Rekord alemão e com mecânica americana do Chevrolet Impala, o Opala chega com o melhor de dois mundos: o design europeu e a robustez mecânica ianque.

Opala e Caravan SS 6 cilindros

1972
Opala SS 1972

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Caravan SS 250S 1978

1971. O Opala ainda em sua versão 4 portas começa a perder terreno para novos lançamentos. Seu desempenho bom para a época é superado pelos poderosos V8. O ar de novidade já se foi e é preciso fazer alguma coisa para que o carro continua atraente.

Nasce assim o Opala SS. Se nos EUA o significa da sigla é claro, aqui no Brasil é um pouco mais obscuro. A Chevrolet nunca se preocupou em dar um significada oficial e assim, enquanto alguns (inclusive eu) traduzem com “Super Sport” como nos EUA, outros traduzem como “Separed Seats” em alusão aos exclusivos bancos dianteiros separados do modelo. Vinha ainda com outros detalhes esportivos como volante, rodas e faixas nas laterais, mas o que realmente importava era a nova parte mecânica: com câmbio de 4 marchas no assoalho e motor 6 cilindros de 250 pol3 e 140 cv à 4000 rpm brutos. Com conta-giros até 6000 rpm e peso de 1172 kg (4 portas) acelerava de 0 a 100 km/h em 11,6 s e alcançava 170,8 km/h de final.

Mas isso não era suficiente para fazer páreo aos V8 nas pistas, em especial o Quadrijet do Ford Maverick. Pode até não parecer, mas teve uma época onde o automobilismo nacional era baseado em carros... nacionais. Baseados diretamente nos carros de produção, com alivio de peso e motores preparados. Algumas categorias exigiam que os fabricantes fizessem um determinado número de carros iguais aos usados nas pistas para vender ao publico para que fossem homologados, assim alguns poderiam ter um carro praticamente de competição para andar nas ruas. Muito diferente do que acontece hoje em dia.

Para brigar com os novos concorrentes, em 1974 o Opala recebe o motor 250S, que conta com carburador duplo e comando de válvulas retrabalhado, gerando 170 cv brutos (153 cv liquidos), acelerando de 0 a 100 em 10 s e chegando aproximadamente a 200 km/h. Em 1978 a Caravan também recebe esse motor, mas em 1980 ambos, Opala e Caravan SS saem de linha, deixando os dias um pouco mais chatos.

Opala e Caravan SS 4 cilindros

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Opala SS4 1976

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Caravan SS4 1979

A crise do petróleo é um tapa na cara dos modelos potentes e velozes, que são mais beberrões que o bêbado da esquina em dia de festa junina. Para não perder vendas, o Opala recebe o motor 151S 4 cilindros com novo coletor de admissão e carburação dupla com 98 cv brutos, aproximadamente 85 cv líquidos, 0 a 100 em 12 s e máxima de 170 km/h. Era a chance daqueles que queriam um SS 6 cilindros mas não tinham dinheiro nem pro carro nem pra gasolina. Em 1980, Opala e Caravan SS4 foram descontinuados. Ao contrario do motor 6 cilindros, que era de serie nos SS e opcional no restante da linha, o motor 151S passou a ser usado em todos os modelos 4 cilindros, o que acaba reforçando a ideia de que o SS4 foi apenas uma estratégia de marketing.

Depois disso a Chevrolet não teve mais nenhum carro esportivo (com exceção talvez do Kadett GSi,Tigra, Corsa GSi, Calibra e Vectra GSi) e a sigla SS ficou perdida no limbo automotivo até que:

Astra, Corsa e Meriva SS

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Novo Chevrolet Meriva SS 1.8 Flexpower 2006

Apresentados como conceitos no Salão do Automóvel de São Paulo de 2004 a nova serie Super Sport não era tão super e nem muito esportiva. Afinal acho difícil atribuir esportividade a uma minivan como a Meriva. Criados pelo Centro de Design da GM do Brasil, eles até tinham um visual interessante e mais bem acertado que outras versões esportivas e aventureiras de fabrica que infestam as nossas ruas. Mas as maçanetas e os defletores prateados são sinais do xunning de fabrica. Sem nenhuma mudança mecânica significativa, os atrativos desses carros eram apenas visuais e com o passar do tempo alguns itens exclusivos desses modelos começaram a ser usados em outros modelos Chevrolet (inclusive a maldita faixa prateada com a inscrição SUPER SPORT que infesta a traseira de vários carros de varias marcas nas ruas).

Agora que a letra SS abandonou as linhas de montagem da Chevrolet os modelos que resistiram encontram um dia-a-dia dificil pela frente: pros mais novos, usos por taxistas e manolos que se acham pilotos de fuga, já pros velhos Opalas resta ainda alguma gloria: alem do uso por manolos que se acham pilotos de fuga, os Opalas são muito utilizados em arrancadas por todo o país. Com os avanços mecânicos atuais é possível extrair potencias elevados com durabilidade até mesmo nos motores 151 que eram desprezados pela maioria dos preparadores da época.

Como sou viciado em carros não podia perder o Velozes e Furiosos 5. O nome oficial dele é Velozes e Furiosos 5: Operação Rio, mas eu chama de Velozes e Furiosos 5: Realidade alternativa. Para quem não entendeu eu explico:

trailer oficial

Quem assistiu o quarto filme da serie percebeu que agora o filme começou a contar o que aconteceu no espaço de tempo entre o segundo e terceiro filme da serie.

Não vou contar muitos detalhes do filme, até porque ele acabou de sair. Basicamente é o seguinte: depois de libertar Dom no ultimo filme, Brain e os outros tem que sumir no mundo, até que chegam no Rio de Janeiro. Como não da pra viver de vento, eles arranjam um trampo pra pegar três carros apreendidos: um DeTomaso Pantera, um GT 40 e um Corvette C2. Nesse trabalho eles acabam se envolvendo sem saber com um dos maiores “manda-chuvas” do Rio, que tem muito interesse em certa coisa que esta em um dos carros que eles roubaram. Com o FBI, a Policia Militar do Rio e os traficantes do Reis atrás do carro, Brain e os outros tem que bolar um jeito de pular fora e faturar alguns milhões pra variar. Não da pra negar que a historia lembra um pouco o segundo filme da serie.

Quem esperava que o filme tivesse pelo menos um carro nacional preparado em papel de destaque vai se decepcionar. Nada de Gol, Opala, Chevette, Dodge (o que aparece é americano), apenas um singelo Maverick GT em estado de conservação questionável (o nosso Maverick era igual, esteticamente falando, a versão americana). Para quem estava fugindo até que eles tinham carros legais: o Brain aparece com a primeira versão do Skyline GT-R, carro esse que vale um bom dinheiro em qualquer lugar do mundo.

Os produtores imaginaram um passado, presente e futuro bem promissores para o nosso país no campo automobilístico. Quem prestar um pouco de atenção nos carros parados nas ruas vai achar alguns VW Golfs Cabriolet, conhecido nos EUA como Rabbit (algumas versões fechadas e abertas do Golf chegaram a vir para o Brasil no inicio dos anos 90, mas apenas para estudar possíveis modificações no Gol nacional e não se sabe ao certo o paradeiro desse Golfs pioneiros, se voltaram para a Alemanha ou passaram de mão em mão entre os diretores até chegar ao mercado de usados), Hondas Civis coupe (só vi um na rua até hoje), alguns carros americanos dos anos 70 (não tenho certeza se são Buicks ou Lincolns), VW Transporter servindo de taxi (a ultima versão da Kombi) e a Policia Civil conta com carros como Focus, Passat e Variant dos anos 90 e, pasmem, Dodge Chargers novinhos em folha.

Isso mesmo... DODGE CHARGERS novinhos para uso da policia militar. Aposto que se a nossa policia usasse um carro desses, os meliantes teriam bastante trabalho pra fugir. O Brasil até tem alguns Chargers novos, mas trazidos pro importadoras independente e suas vendas são muito baixas em relação aos outros muscle cars como Mustang e Challenger.

Não da pra dizer que não seria interessante ter esses e outros carros que aparecem no filme em maior quantidade nas ruas brasileiras, mas isso é bem improvável. A não ser que a Fiat, que agora é dona da Chrysler, caia na real e resolva trazer esse brinquedinho pra cá e que marcas como VW e outras que tem modelos esportivos em outros países comecem a olha o pais com bom olhos, esqueça o politicamente correto e traga carros que realmente sejam rápidos para cá.

A maioria das cenas de perseguição foram gravadas em Porto Rico, então os donos de Gols e Opalas com motores monstruosos só precisam mandar os seus carros pra Porto rico pra fazerem coisas parecidas, ou vocês também podem alugar a ponte Rio-Niterói por algumas horas e ficar zoando por lá.

Observem essas placas:

images velozes e furiosos 5the_fast_and_the_furious_5_40.jpg

Repararam alguma coisa diferente??

As placas brasileiras são compostas por 3 letras seguidas por 4 números, mas parece que os produtores não perceberam esse fato e todos os carros do filme (a não ser carros de particulares que participaram das filmagens) saíram com essas placas. O estagiário responsável por isso devia arder em chamas... rs.

Apesar dos furos e de ter um final um pouco exagerado demais, o filme é legal e faz jus ao nome, sendo mais veloz e furioso e menos enfeitado que os dois primeiros filmes (nenhum carro que corre é realmente tunado visualmente de maneira exagerada).

Para quem não conhece, esse mangá e anime retrata a história do Takumi que aprende a fazer drift em um Corolla AE – 86 entregando tofu todo dia em um hotel nas montanhas já que o seu pai não está afim de acordar cedo para fazer o serviço e por isso manda o filho.

É só isso, ele simplesmente entrega tofu e pronto. Ele não é um justiceiro alienígena disfarçado de humano que luta contra o trafego de bebes pelos jupterianos nem o seu carro vira uma cafeteira com MP3 e lança misseis pelo escapamento ou qualquer historia enfadonha que você possa imaginar.

No meu ponto de vista, é exatamente pelo fato da história ser tão simples é que o autor pode se preocupar no que realmente importa: o drift.

Com quatro temporadas no anime (e mais uma a caminho), Initial D mostra Takumi trilhando o seu caminho de aprendizado de novas técnicas de pilotagem enquanto corre contra os mais diversos carros, desde Civic até Cappuccino, passando por verdadeiros ícones japoneses como Skyline e RX-7.

Pode parecer até meio estranho, mas Initial D influenciou até mesmo quem não tenha visto o mangá ou o anime. Prova disso é que é praticamente impossível achar um Corolla AE – 86 (ou GT-S) branco sem o capo e as listras laterais pretas.

Initial D rendeu também um live action e alguns games.

Na minha opinião, o live action foi deplorável já que ele é muito superficial em relação a história original não mostrando etapas importantes da evolução do Takumi não só em relação a pilotagem mas também em relação a mecânica em geral.

Não tive a chance de jogar todos os jogos baseados no Initial D, mas o do play 2, apesar de bem feito não chega a ser empolgante. Alguns jogos de drift feitos por pequenas empresas são simplesmente horríveis (Tokyo Xtreme Racer 3, etc.), outros são geniais (D1 Grand Prix, Racing Battle, etc.) e o Initial D fica no meio termo. Considerando que a maioria dos jogadores não seriam experts em jogos de corrida, mas sim, garotos na idade escolar sem a menor coordenação motora, o desempenho dos carros foi nivelado. Assim, você com o seu Corolla AE-86 pode andar lado a lado de um Skyline GT-R em situações onde o Skyline estaria anos-luz a sua frente em um jogo normal. As fases seguem a ordem cronológica do anime e o controle do carro chega a ser fácil demais em certos pontos do jogo.

Mas, voltando ao anime, vou falar de um detalhe que acho q passou despercebido por alguns.

Kenta Nakamura Pré Vitiligo

Este é Kenta Nakamura, que na primeira temporada desafiou Takumi, dirigindo se não me engano um Silvia S14, para uma corrida na chuva, já que se julga ser especialista em correr nessa situação. Mas não adiante, ele leva uma sova do Takumi. Alias, deve-se ressaltar que o Itsuki, melhor amigo de Takumi, teve um papel de estrita importância para Takumi nessa corrida: servir de lastro, como uma carga de tofu, já que Takumi nunca tinha competido contra ninguém na chuva mas já havia entregado tofu na chuva milhares de vezes. Itsuki soube desempenhar muito bem a sua função neste episodio.

Kenta Nakamura Pós Vitiligo

Este é Kenta Nakamura na quarta temporada quando descobre o seu verdadeiro talento: dirigir uma van de apoio para a sua equipe, que esta viajando pelo país para competir com todos os grandes corredores em montanhas.

O que se pode concluir ao observar essas imagens???

O cara sofre de vitiligo em estagio avançado. Provavelmente na quinta temporada ele estará transparente.

Com ou sem caso de vitiligo em um dos personagens, Initial D é muito interessante. Recomendo (até porque eu não ia fazer uma postagem desse tamanho pra falar que não gostei do bagulho).

Baixei no Hinata Sou.

Sempre achei fodasticamente incrível as manobras que um drifter é capaz de fazer

Campeonato D1 GP

Esse é um vídeo do D1 GP,campeonato exclusivo de drift que é muito famoso no Japão e nos EUA.

O júri consiste de três juízes que dão notas aos pilotos de acordo com diversos parâmetros como:velocidade de entrada na curva, inclinação, proximidade com o muro, suavidade nas manobras etc.…

Agora veja o que alguns coreanos fazem com os seus carros

Você não está imaginando coisas… essas manobras foram realmente feitas com carrinhos de controle remoto.

Primeiramente, o que mais chama a atenção nos carrinhos, estando parados ou não, são os detalhes com que eles foram feitos, reproduzindo fielmente carros famosos como BMW M3, Hyundai Genesis Coupe, Corolla GT-S entre outros.

Lógico que entre esses carinhos e aqueles que você ganhava dos seus pais quando era pequeno (e que provavelmente enjoava depois de 1 ou 2 semanas).Brincar com um carrinho desses não é pra qualquer um, principalmente pelo custo elevado.

Os automodelistas normalmente preferem modelos montados por eles mesmos e movidos a gasolina.Mas, não se anime muito, comprar as peças em fascículos e montar aos poucos não é a solução mais rápida nem a mais cara, já que um carro mais simples é dividido normalmente em pelo menos 100 fascículos e se você acabar perdendo um deles será muito difícil encontra- de novo nas bancas.

Por isso, as vezes vale investir em um carrinho mais simples, com motor elétrico, que pode ser encontrado em lojas de brinquedos ou especializadas em automodelismo por preços a partir de 100 reais.Isso continua sendo caro para um carrinho, por isso pense muito bem se você realmente quer um.

Com um carrinho em mãos, aquele final de semana tedioso pode estar salvo: bastar inventar alguns obstáculos na sua sala, ou até mesmo no seu quarto, e se divertir.