Videogames sempre chamaram a atenção de todos por fazerem situações adversas e escrotas parecerem normais no contexto do jogo, como por exemplo, não é todo dia que você tem a oportunidade de sair pelas ruas do seu bairro de madrugada estourando a cabeça de zumbis e vampiros enquanto os vizinhos se divertem em um churrasco ou na piscina.
Agora, o que os personagens diriam sobre a sua vida em momentos de lucidez temporária??
Iremos descobrir agora...

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Paperboy

Desenvolvido em 1984 pela Atari (mesma produtora responsável pelo ET com formato de brócolis mastigado), Paperboy revolucionou os games da época em relação a jogabilidade e ao tema. No jogo você assumiu o controle do pequeno gazebo a procura de dinheiro relativamente fácil (para comprar revistas pornográficas, provavelmente...) que devia entregar jornais diariamente nas casas certas. Um trabalho que parecia fácil acaba de tornando um tanto estranho quanto eventos “diferenciados” acontecem e dificultam a tarefa de nosso pequeno herói.

Com versões para vários tipos de consoles e jogos onlines, esse pequeno gazebo foi o maior entregador de jornais da historia dos games alias foi o único. Passados 26 anos o garoto, já com cirrose e problemas de ejaculação e calvície mostrou trechos de seu diário onde conta suas desventuras para entregar jornais.

DOMINGO: Finalmente! Amanhã de manhã eu começo a minha rota de jornal! Eu vou ter muito dinheiro para comprar coisas que as crianças normais compram nas lojas... Eu acho.

SEGUNDA: A rota do jornal começou hoje. Acho que eu fui bem, por ser meu primeiro dia. Foi bem fácil por que o chefe disse “Atire jornais nas casas pintadas de branco e não nas de vermelho”. Legal, eu gosto de coisas simples. Tive um pequeno incidente com uma criança num triciclo. Não foi nada demais, cai da bicicleta, machuquei meu joelho... Mas foi só um arranhão! Única coisa estranha foi ver a MESMA criança em mais três casas na rota. Bem, amanhã eu melhoro. (NOTA MENTAL: Perguntar ao chefe sobre a pista de obstáculos no fim da rota.)

TERÇA: Tive uma casa a mais na rota hoje. Aparentemente o cara tem uma loja de tintas, por que eu posso jurar que ontem a casa era vermelha… Enfim. Quebrei uma janela de uma senhora sem querer. Quem instala uma caixa de correio no meio de três janelas afinal?!?! Eu acho que está tudo bem por que ela correu atrás de mim com um taco de baseball, mas ela desistiu… Deve ter controlado a sua raiva. MESMO GAROTO! MESMO TRICICLO! EM 4 CASAS DIFERENTES HOJE! (NOTA MENTAL: Lembre da nota de Segunda sobre a pista de obstáculos – arrebentei a bicicleta hoje.)

QUARTA: A senhora da janela quebrada cancelou a assinatura do jornal, mas por alguma razão continuou a me seguir com o taco dela. Quase atropelei um cara que estava dançando break no meio da rua, sorte que um cachorro correu na minha frente e eu acabei indo parar no meio da rua – desviando dos dois. Eu estou ficando meio curioso sobre os dragsters correndo no cruzamento. Parece que existe uma corrida deles toda dia, bem na hora da minha rota, o que é estranho, já que eu começo às 5 horas da manhã. Eu acho que alguém na minha rota é mecânico, por que sempre tem alguns pneus rolando por ai. (NOTA MENTAL: Sério, pista de obstáculos, pergunte sobre isso.)

QUINTA: Ficando REALMENTE bravo com aquele feladaputa daquele guri do triciclo. É como se ele estivesse em todas as casas agora… TODA CASA! Fiquei entediado e comecei a atirar jornais por ai. Quebrei algumas janelas hoje, mas eram casas vermelhas, então não tem nada de mais. Derrubei algumas sepulturas no quintal de um cara. Eu não tinha notado o quanto aquela casa era assustadora até hoje, mas pera lá, sepulturas no quintal? Quer imitar a Família Addams? Ventou um pouco forte durante a rota hoje, talvez passei por um túnel de vento ou algo assim. Acho que vou pedir para os assinantes prenderem seus cachorros. Tá um saco ser perseguido sempre. Enfim, graças a Deus amanhã é sexta! (NOTA MENTAL: Terminei a pista de obstáculos hoje, todos meus amigos estavam lá… Esqueci de dizer isso pro chefe.)

SEXTA: COMO FOI MEU DIA?!!?! COMO FOI MEU DIA?!?! Vou dizer como foi a porra do meu dia! Não só eu quebrei umas 30 janelas… Como fui perseguido pela aquela velha fedorenta e o cachorro fudido dela. Quase atropelei o estúpido dançarino da calçada. Ah, hoje eu atravessei o cruzamento sem olhar para os lados, e bati num daqueles dragsters imbecis. Tive que parar a rota e começar tudo de novo, por que minha bicicleta quebrou toda. Ou seja, cachorro, de novo, dançarino, de novo, vadia com o taco, de novo, pneu aleatório, de novo, carrinho de controle remoto pilotado por sei lá quem, e, Deus me perdoe, apareceu até um FURACÃO! VOCÊS ME ESCUTARAM? UM CARALHO DE UM FURACÃO!! Com certeza eu vou pedir as contas, odeio esse trabalho. Acho que vou entrar pro exército. (NOTA MENTAL: Detonei na pista de obstáculos hoje, de novo!)

Vemos aqui o triste relato de um garoto que foi enganado pela promessa de dinheiro fácil e se viu no meio de um inferno com cachorros, dançarinos de break, crianças em triciclos, dragsters, senhoras com tacos de baseball e outras atrocidades.

Não tenho certeza de onde peguei esse texto, deve ter sido do Ñ.Intendo.

Vou falar agora sobre alguns programas de cunho humorístico que passam no que chamamos de TV Aberta. Alguns, convenhamos, são meras sombras do que foram em seus lançamentos, mas mesmo assim, com falta de algo melhor, continuam se arrastando por anos com cada vez menos telespectadores. Já outros trazem humor de qualidade, mesmo que pequem em alguns aspectos as vezes.

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  Zorra Total: de certa forma inovou o setor na sua estreia, mesmo que trouxesse muitos quadros semelhantes a programas mais antigos com apenas uma roupagem mais atual. O quadro “Pergunta idiota, tolerância zero”, apesar de não saber se era realmente original, era muito legal porque ele fazia humor com diálogos possíveis no dia a dia de todo mundo. Mas como tudo que é bom dura pouco, o programa caiu no marasmo com quadros sempre com as mesmas piadas e sem-graça. Se não fosse por algumas aparições de mulheres gostosas e com pouca roupa o programa já teria acabado a muito tempo.

a turma

  A Turma do Didi: durante os trapalhões, Didi e sua trupe podem até ter feito sucesso (realmente vi alguns trechos de filmes deles e eles eram realmente engraçados) mas A Turma já nasceu no marasmo. Piadas fracas e repetitivas devem fazer a alegria de quem não consegue sintonizar outro canal a não ser Globo. Como no Zorra a salvação é a aparição de mulheres gostosas de tempos em tempos. Devia ter acabado faz tempo.

escolinha do golias

  Escolinhas em geral: se fossem feitas com crianças ou adolescentes em idade escolar até poderia dar certo (ou não), mas colocar marmanjos e algumas gostosas em uma sala de aula para fazer piadas e tiradas quase sempre iguais com um famoso qualquer que esteja passando pela crise dos 40 no cargo de professor não é uma boa ideia (com exceção das gostosas). A única escolinha que valia a pena gastar energia elétrica era a do Golias.

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  Sai de Baixo: a vida familiar pode dar uma boa comédia, desde que feita de modo que pareça natural. Encher o programa com tragédias e personagens com estereótipos manjados não dá certo. Sai de Baixo era muito legal (provavelmente sobreviveria até hoje sem muito esforço) e sua base já foi imitada por vários programas que tiveram relativo sucesso.

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  A praça é nossa: piadas velhas com pessoas velhas e uma encenação meia boca são os ingredientes desse programa que já respira com ajuda de aparelhos. SBT, e outras emissoras, façam o favor de puxarem a tomada de seus respectivos programas que já deram o que tinham que dar. Como melhoria instantânea usa o velho artificio de usar gostosas pra melhorar o programa, só visualmente até porque as piadas das gostosas também são ruins.

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  Hermes e Renato: programa de humor negro da MTV com toques de genialidade e estupidez, mas que encontrou seu fim quando seus integrantes deixaram as zoações de lado e começaram as orações. Orações bem pagas por sinal. Não tem como explicar como algo aparentemente tão tosco pode ser legal, mas quem viu sabe que era legal. Vale uma nota especial para as novelas feitas nos mesmos moldes sarcásticos do Hermes e Renato e Tela Class, programas onde os caras do Hermes e Renato dublavam filmes antigos. Quem não se comoveu com a triste história do Boça ou com a trama envolvendo o magnata dos vasos sanitários é porque não tem sentimentos. Claro não posso esquecer das notas musicais viciantes do Massacration. Imperdível.

Com isso termino o primeiro post com as minhas opiniões sobre programas humorísticos que  em minha humilde opinião merecem ser comentados, sejam porque são legais ou porque são chatos pra caralho mas mesmo assim nos perseguem como cachorros loucos. Cada um tem sua opinião por isso se sintam a vontade de me tripudiarem nos comentários (ou não).

Do alto dos meus 18 anos posso garantir que já brinquei e vi coisas que fariam crianças de 7 ou 8 anos gritarem: “Mas que porra é essa??” Mas calma pequenos gazebos, estou aqui para falar sobre coisas da minha época, algumas legais e algumas toscas pra caralho.

Fato ocorrido no jogo de domingo.

Eu estou me lixando para o que aconteceu com o Muricy, o que eu quero saber é: Onde o ser humano conseguiu arranjar um pirocóptero??

As crianças mais novas podem até não saber do que se trata, mas o pirocóptero é um dos brinquedos mais toscos e legais ao mesmo tempo da minha infância, ideal desde para aqueles dias ensolarados para aqueles que está chovendo canivete e não tem como sair de casa.

Comercial de quando a Suzana Vieira ainda usava porta-seios...

Essa propaganda é da época que os pirocópteros eram vendidos juntos com pirulitos como o brinquedo mais barato e ao mesmo tempo fodastico que um muleque poderia ter em casa (quase como se o xbox 360 custasse 100 reais). Da pra imaginar o sucesso que essa birosca fez já que era muito simples brincar e mais fácil ainda de fabricar, então os pirulitos que vinham com eles não eram tão caros em relação aos pirulitos normais.

Lembro que a ultima vez que eu tive em mãos um verdadeiro pirocóptero foi quando comprei um sorvete exagerado da kibon a mais de 10 anos em uma viagem pro Paraná.

Me lembro como se fosse ontem, afinal ainda tenho boa memoria já que não sou tão velho assim, a alegria que era brincar com aquilo e o melhor é que qualquer um podia brincar, contanto que tivesse duas mãos.

Aquela era uma época mais simples, não nos importávamos de as hélices dele ferravam as nossas mãos, ou se era meio nojento usar um palito de pirulito que estava todo babado e mordido (eu ainda não perdi a mania de ficar mastigando o palito do pirulito até hoje... rsrs) o que realmente importava era mostrar quem era o melhor lançador de pirocópteros da rua, e acima de tudo, se divertir pra caralho.

Resumindo:

PIROCOPTEROS ERAM E SEMPRE SERÃO FODASTICAMENTE MITICOS.

Aposto que deve ter pelo menos um pirocóptero em cima do meu armário, perdido entre montes de poeira e ácaros. Com a minha bronquite e outros problemas alérgicos que eu tenho, eu nem devia me atrever a procurar, mas já que eu não tenho nada pra fazer...

Atire a primeira quem nunca passou um bom tempo na frente do computador apenas jogando jogos que apesar de simples são altamente viciantes.
Eu mesmo sou capaz de ficar horas tentando, mesmo sem sucesso, zerar um desses jogos.
Aqui vai a minha dica pra voces:






Clique na imagem e jogue esse jogo que apesar de simples e tosco graficamente falando é bem legal e viciante.
Só por via das duvidas…clique aqui caso a imagem não esteja funcionado