Antes de qualquer coisa deve-se observar que na Alemanha dos anos 60 esses terno já existia sobre a forma de “tune up” que consistia ~em fazer modificações mecânicas e visuais para conseguir um melhor desempenho dos carros e não apenas pra deixa-lós mais bonitos.

Independentemente da origem, o tunning teve uma vida obscura até a saga “Velozes e Furiosos” ser lançada. Já cheguei a fazer um post sobre o ultimo filme da saga. Como mudanças mecânicas seriam menos perceptíveis pelo publico leigo, os filmes sempre destacaram as modificações visuais. Isso trazia efeitos colaterais: como você espera conseguir despistar a polícia em um carro verde-limão cheio de grafismos?!! Não dá.

Dodge Challenger SMS 570

Depois do filme todo mundo ficou com o bichinho do tunning atrás da orelha. Todo mundo queria que seu carro tivesse o visú do Eclipse ou do Skyline do Brain. Mesmo que o carro do infeliz fosse um Fusca, com os adesivos e pintura iguais ao filme o cara se sentia o mais foda do mundo.

Sinto desaponta-lós, mas quem faz isso não é o cara mais foda do mundo. É um idiota.

Antes que comecem as ameaças de morte devo dizer que também idolatrei esse tipo de modificação um dia.

O Velozes e Furiosos teve seu lado bom e seu lado ruim: o lado bom foi mostrar o tunning pro mundo, o lado ruim foi como ele mostrou o tunning pro mundo. Antes do filme já haviam revistas e simpatizantes do movimento, com a chegada do filme houve o “bum” do tunning, mas durante um bom tempo o tunning no mundo real ficou preso ao tunning das telas. As revistas de olho no novo mercado passaram a fazer cada vez mais reportagens de carros com estilo Extreme, como ficou conhecido hoje em dia as modificações visuais mais radicais (nem sempre acompanhadas de modificações mecânicas radicais) os famosos carros de exposição. Os recém descobridores do tunning davam mais valor a um Vectra com visual carregado e duvidoso baseado no filme do que a um BMW gringo com visual discreto mas com modificações extensas e funcionais. Eram raras as reportagens com carros nacionais ou gringos que seguissem os ideias originais do tunning.

carro-tuning-iluminado

Velozes e Furiosos atraiu para o lado negro do tunning aqueles que já tinham carro. Menores de idade, como esse que vos fala na época, foram atraídos pela serie Need for Speed. O foco do Need sempre foi corridas ilegais em estradas publicas, mas foi no Need Underground que a ilegalidade se juntou ao tunning e virou fere nas casas e lan houses desse país.

Need-for-Speed-Underground-2-carros

Como disse acima, deixei de me interessar por modificações visuais mais extremas (a menos, é claro, que sejam de alguma forma funcionais). Não tenho muita certeza de quando isso aconteceu, acho que foi quando estava admirando um Hyundai Tiberon que tinha a pontuação máxima em estilo no Need Underground 2 e percebi que estava uma bosta, que ele estava muito mais bonito quando tinha apenas 5 estrelas.

Acho que muitos jovens perceberam isso e isso impediu de termos as ruas invadidas por uma onda maciça de Corsas e Gols “xunnados” ao extremo. para quem acha que estou exagerando entre no Bizarrices Automotivas e veja que a situação não é das melhores.

Hoje em dia dou maior valor à carros que seguem os fundamentos do tunning. Se o carro fica com a frente leve em altas velocidades coloque spoilers e calibre a suspensão e pronto, mas não coloque um spoiler de 1 metro de comprimento e suspensão mata-formiga (nesse caso você vai desejar a morte do infeliz que criou as lombadas kkkk).

Nem sempre o que parece ficar perfeito em um Lancer Evo ou num S2000 vai ficar legal no seu Gol. Se você quer modificar o visual do seu carro uma boa ideia pode ser se basear em alguma versão esportiva de fabrica. Ex: os primeiros Lancers III que vieram para o Brasil podem ficar com o visual do Lancer Evo III, um Corcel pode ficar com o visual da versão GT. Se você não quer seguir um estilo já feito pela fabrica e você fez modificações mecânicas extensas parta para um visual discreto, criando assim um sleeper, carro que entrega muito mais que o visual supõe.

Antes de pensar em mexer no seu carro você deve pensar em como vc vai usar o carro. Se vc só ta afim de desfilar de makinaum a 20 km/h ouvindo funk e fazendo questão que até os surdos que estão na rua escutem a merda que vc ta ouvindo lota o porta-malas de som e coloca umas rodas 20” no seu Agile e já era. Já vc que vai usar o carro com frequência mas também quer um carro que possa ser rápido quando necessário primeiro analise o comportamento do carro original: velocidade em curvas, curso da suspensão, numero de voltas da direção, frenagem, acelerações, etc. e procure mudar inicialmente os aspectos que não lhe agradam no carro. Com as modificações iniciais, outras modificações serão necessárias mas lembre-se de ser cauteloso e manter o foco na proposta inicial do carro: a ideia de ter na garagem um Gol ou Palio preparado com todos os pôneis malditos possíveis e completamente aliviado é maravilhosa até vc ter que enfrentar um maldito congestionamento em alguma marginal.

E pra finalizar uma musica que traduz tudo que acabei de falar:

A criatividade humana com altos índices de cretinice

Vou falar agora sobre alguns programas de cunho humorístico que passam no que chamamos de TV Aberta. Alguns, convenhamos, são meras sombras do que foram em seus lançamentos, mas mesmo assim, com falta de algo melhor, continuam se arrastando por anos com cada vez menos telespectadores. Já outros trazem humor de qualidade, mesmo que pequem em alguns aspectos as vezes.

zorra-total

  Zorra Total: de certa forma inovou o setor na sua estreia, mesmo que trouxesse muitos quadros semelhantes a programas mais antigos com apenas uma roupagem mais atual. O quadro “Pergunta idiota, tolerância zero”, apesar de não saber se era realmente original, era muito legal porque ele fazia humor com diálogos possíveis no dia a dia de todo mundo. Mas como tudo que é bom dura pouco, o programa caiu no marasmo com quadros sempre com as mesmas piadas e sem-graça. Se não fosse por algumas aparições de mulheres gostosas e com pouca roupa o programa já teria acabado a muito tempo.

a turma

  A Turma do Didi: durante os trapalhões, Didi e sua trupe podem até ter feito sucesso (realmente vi alguns trechos de filmes deles e eles eram realmente engraçados) mas A Turma já nasceu no marasmo. Piadas fracas e repetitivas devem fazer a alegria de quem não consegue sintonizar outro canal a não ser Globo. Como no Zorra a salvação é a aparição de mulheres gostosas de tempos em tempos. Devia ter acabado faz tempo.

escolinha do golias

  Escolinhas em geral: se fossem feitas com crianças ou adolescentes em idade escolar até poderia dar certo (ou não), mas colocar marmanjos e algumas gostosas em uma sala de aula para fazer piadas e tiradas quase sempre iguais com um famoso qualquer que esteja passando pela crise dos 40 no cargo de professor não é uma boa ideia (com exceção das gostosas). A única escolinha que valia a pena gastar energia elétrica era a do Golias.

SaideBaixo

  Sai de Baixo: a vida familiar pode dar uma boa comédia, desde que feita de modo que pareça natural. Encher o programa com tragédias e personagens com estereótipos manjados não dá certo. Sai de Baixo era muito legal (provavelmente sobreviveria até hoje sem muito esforço) e sua base já foi imitada por vários programas que tiveram relativo sucesso.

a-praca-e-nossa1

  A praça é nossa: piadas velhas com pessoas velhas e uma encenação meia boca são os ingredientes desse programa que já respira com ajuda de aparelhos. SBT, e outras emissoras, façam o favor de puxarem a tomada de seus respectivos programas que já deram o que tinham que dar. Como melhoria instantânea usa o velho artificio de usar gostosas pra melhorar o programa, só visualmente até porque as piadas das gostosas também são ruins.

hermeserenato

  Hermes e Renato: programa de humor negro da MTV com toques de genialidade e estupidez, mas que encontrou seu fim quando seus integrantes deixaram as zoações de lado e começaram as orações. Orações bem pagas por sinal. Não tem como explicar como algo aparentemente tão tosco pode ser legal, mas quem viu sabe que era legal. Vale uma nota especial para as novelas feitas nos mesmos moldes sarcásticos do Hermes e Renato e Tela Class, programas onde os caras do Hermes e Renato dublavam filmes antigos. Quem não se comoveu com a triste história do Boça ou com a trama envolvendo o magnata dos vasos sanitários é porque não tem sentimentos. Claro não posso esquecer das notas musicais viciantes do Massacration. Imperdível.

Com isso termino o primeiro post com as minhas opiniões sobre programas humorísticos que  em minha humilde opinião merecem ser comentados, sejam porque são legais ou porque são chatos pra caralho mas mesmo assim nos perseguem como cachorros loucos. Cada um tem sua opinião por isso se sintam a vontade de me tripudiarem nos comentários (ou não).